Medronheiro
(Arbutus unedo)
Árvore ou
arbusto de 2 a 5 m de altura, podendo atingir os 12m. Copa arredondada
e densa. Tronco revestido por casca castanho-avermelhada, fendilhada longitudinalmente,
destacando-se em tiras.
Folhas
persistentes, alternas, simples, em forma de lança, com 4 a 11 cm de comprimento,
margem pouco serrada. Flores pequenas, côr-de-rosa ou brancas, dispostas
em cachos pendentes (panículas). Florescem no Outono ou princípio do Inverno,
aquando do amadurecimento dos frutos do ano anterior.
O fruto,
medronho, é uma baga globosa, vermelha ou alaranjada, com 2 a 2,5 cm de
diâmetro.
Espontânea
em Portugal, existe em núcleos de vegetação antiga, velhos matagais serranos
ou maciços arbóreos. Prefere solos frescos e profundos, calcáreos ou não,
e clima suave sem grandes geadas.
O fruto é
comestível e muito apreciado para fabrico de aguardentes. A sua destilação
constitui uma importante fonte de receita complementar para a população
rural de Aljezur e Monchique. A infusão do fruto foi utilizada como diurético
e anti-séptico das vias urinárias.
A madeira
de boa qualidade é utilizada para fabrico de pequenas peças de uso caseiro,
constituindo também excelente lenha.
As folhas
e a casca do tronco são ricas em tanino. Foram utilizadas para curtimento
de peles e, em medicina popular, no combate a diarreias e desinteria. |